O Microagulhamento é uma técnica utilizada para indução da produção de colágeno pelas células da pele, utilizando o roler que é composto por microagulhas de titânio, com tamanhos que variam de 0,5 a 3,0 milimetros de espessura, dispostas ao redor do cilindro. É um equipamento de uso único e individual, devendo ser descartável após sua utilização.

Para que serve o Microagulhamento?

A técnica é profissional-dependente e consiste em aplicar manualmente o roler em várias direções na pele da região a ser tratada criando microorifícios. Cerca de 70% do comprimento da agulha do roler penetra na pele durante a realização da técnica, atingindo assim a epiderme e a derme papilar, causando lesões leves, moderadas e profundas, dependendo do comprimento da agulha utilizada e da indicação do tratamento. A penetração das agulhas promove a quebra do colágeno velho e ativação de fatores de crescimento que estimulam as células (fibroblastos) da derme a produzir novo colágeno, remodelando a pele e conferindo rejuvenescimento.

Benefícios da Técnica de microagulhamento:

  • Estimula a produção de colágeno
  • Rápida cicatrização
  • Menos efeitos colaterais
  • Indicado para todos os tipos e fototipos de pele
  • Baixo custo quando comparado a outras técnicas com a mesma finalidade.

Microagulhamento para corpo e face

Essa técnica tem sido amplamente utilizada na estética para rejuvenescimento, como alternativa ao tratamento com laser de CO2 fracionado, também para cicatrizes hipertróficas e cicatrizes de acne e estrias.

Microagulhamento na terapia capilar

No tratamento de alopecia, quando há uma lesão grande, a realização da técnica aliada a fatores de crescimento e fortalecimento capilar, tem como principal objetivo a manutenção dos fios e a prevenção da queda, podendo, dependendo do caso de alopecia, também estimular o crescimento de novos folículos pilosos.

Microagulhamento com drug delivery

Aliado ao microagulhamento, podem ser aplicadas também substâncias, na técnica denominada Drug Delivery. Essas substâncias farmacológicas quando aplicadas sobre a pele recém agulhada, tem 100% de penetração e podem ser substâncias que estimulem a renovação celular e o rejuvenescimento ou até mesmo fatores de crescimento para auxiliar na recuperação de cicatrizes de acne, ou até para determinados tipos de manchas. Como exemplo podemos citar o colágeno, o silício orgânico, a vitamina C, entre outas.

Atenção: por ser um procedimento estético invasivo, o uso do roler deve ser autorizado pelo conselho de classe profissional.

Procure sempre profissionais habilitados para realização do procedimento. Um tratamento que pode ser aliado ao microagulhamento para cicatrizes de acne, flacidez tissular e estrias é a radiofrequência. A Radiofrequência, através da geração controlada de energia térmica na região de tratamento é capaz de induzir a vasodilatação e aumento da circulação sanguínea, aumentar a atividade metabólica e enzimática, aumentar a viscosidade do sangue, linfa e induzir alteração no tecido colagenoso. Como resultado progressivo ao longo das sessões há contração das fibras de colágeno e também aumento da síntese de novo colágeno.

Microagulhamento com Radiofrequência

O aquecimento e a manutenção da temperatura em 40°C durante a sessão de radiofrequência, tem por objetivo diminuir a extensão e aumentar a densidade do colágeno, diminuindo a elasticidade excessiva em tecidos ricos em colágeno, melhorando a flacidez.

DICA: Na aplicação de radiofrequência, o aumento da temperatura tecidual local é dado pela agitação molecular, principalmente das moléculas de água que compõe boa parte do nosso organismo (cerca de 65%). Assim, para incrementar seu resultado durante o tratamento com um equipamento de radiofrequência, vale ressaltar a
importância da ingestão de água, pois quanto mais rico em água e eletrólitos estiver o organismo, mais rápido sente-se o calor e maior será a temperatura atingida.

A relação de benefício entre a radiofrequência juntamente com o microagulhamento é tamanha que atualmente no mercado da estética já existem equipamentos (EndyMed, por exemplo) que associam as duas técnicas em uma mesma sessão para diversos tratamentos de flacidez, estrias e até mesmo a queda de cabelos. A combinação da técnica de radiofrequência com o microagulhamento robótico proporciona que o calor alcance as camadas mais profundas da epiderme e derme, estimulando maior quantidade de fibroblastos.

Qual o preço do microagulhamento?

Recebo aqui no Blog e na minha clinica de estética em Brasília diversas perguntas sobre o preço do microagulhamento e o porquê existe tanta variação de preço. É importante ressaltar que o preço pode variar de R$350 a R$1000,00 a sessão. Mas Giselle, por que tanta variação de preço no microagulhamento?

Primeiro ponto: vamos aos custos, apenas o dermaroller com registro na ANVISA custa entre R$130,00 e R$160,00, dependendo da quantidade que o profissional compra.

Os preços maiores, como de R$1000,00 normalmente são para as técnicas que se usa o microagulhamento com radiofrequência, como é o caso do equipamento que uso na minha clínica, o Endymed. O custo da agulha é bem maior e tem que ser considerado o uso do equipamento de radiofrequência também.

Existem pessoas, irresponsáveis na minha opinião, que compram dermaroller na internet por até R$30,00. Veja bem, o dermaroller com esse preço não tem qualquer controle de qualidade garantido pela ANVISA e usar produto para saúde sem registro é crime.

Segundo ponto: custos com aluguel, funcionários, impostos e etc. Tudo isso influencia no preço final do serviço.

terceiro e mais importante: a capacitação e aperfeiçoamento profissional custa muito caro. Para você ter um tratamento com microagulhamento de qualidade você deve buscar e perguntar como foi a formação do profissional para aplicar a técnica.

Desconfie e não se deixe levar por preços muito baratos. É sua saúde que está em jogo.
Continuem acompanhando o blog que em breve postarei mais artigos e vídeos para vocês!

Referências:

1. Maio, M. Tratado de medicina estética. 2ª ed. Editora Roca. 2011
2. Negrão, M. Microagulhamento Bases Fisiológicas e Práticas, 2ª Ed. 2017
3. Carvalho, G.F.; Silva, R.M.V; Mesquita Filho, J.J.T, et. al – Avaliação dos efeitos da
radiofrequência no tecido conjuntivo. 2011
4. Duarte, A. B.; Mejia, D. P. M. A utilização da Radiofrequência como técnica de
tratamento da flacidez corporal. Faculdade Ávila. 2012

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